quinta-feira, 10 de abril de 2014

Demonstração de Fluxo de Caixa

A Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório para empresas de capital aberto, ou empresas em que o Patrimônio Liquido seja superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), esta obrigatoriedade é devida a lei 11.638/07 que entrou em vigor no dia 01 de janeiro 2008.

A DFC indica a origem do dinheiro que entrou no caixa em determinado período. Assim como a DRE, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está contida no Balanço Patrimonial.

Acompanhando as tendência internacionais, basicamente, o relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado por três áreas: 

I - Atividades Operacionais: É basicamente explicado pelas receitas e gastos gerados da industrialização, comercialização ou prestação de serviços. 

II - Atividades de Investimento: São os gastos realizados no Realizável a Longo Prazo, em Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, assim como as receitas por venda dos ativos registrados nos mesmos subgrupos de contas.

III - Atividades de Financiamento: São os recursos obtidos do Passivo Não Circulante e do Patrimônio Líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de curto prazo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e os valores pagos aos acionistas a título de dividendos, distribuição de lucros.

Modo Direto e Modo Indireto

Modelo de Demonstração de Fluxo de Caixa pelo Modo Direto:


Fonte: CPC 03

Modelo de Demonstração de Fluxo de Caixa pelo Modo Indireto:
Fonte: CPC 03

Para mais informações sobre a DFC consultar o CPC 03.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Hoje eu gostaria de divulgar um Curso Online de Contabilidade que eu testei e gostei muito!
O curso é muito completo, aborda vários temas e resoluções de exercícios.



Agora é só estudar e ir bem em todas as provas, ou até mesmo no Exame de Suficiência!
Bom estudo a  todos!

DRE (Demonstração do Resultado do Exercício)

A DRE é uma demonstração contábil dinâmica, instituída pelo Artigo 187 da Lei Nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações) e tem como objetivo evidenciar o lucro líquido de uma empresa, confrontando receitas, despesas e custos. A DRE é apresentada verticalmente, da seguinte forma (Segundo a Lei Nº 6.404/76):

RECEITA OPERACIONAL BRUTA
Vendas de Produtos
Vendas de Mercadorias
Prestação de Serviços
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
Devoluções de Vendas
Abatimentos
Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas
= RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
(-) CUSTOS DAS VENDAS
Custo dos Produtos Vendidos
Custo das Mercadorias
Custo dos Serviços Prestados
= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Com Vendas
Despesas Administrativas
(-) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS
Despesas Financeiras
(-) Receitas Financeiras
Variações Monetárias e Cambiais Passivas
(-) Variações Monetárias e Cambiais Ativas
OUTRAS RECEITAS E DESPESAS
Resultado da Equivalência Patrimonial
Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante
(-) Custo da Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante
= RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E SOBRE O LUCRO
(-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro
= LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
(-) Debêntures, Empregados, Participações de Administradores, Partes Beneficiárias, Fundos de Assistência e Previdência para Empregados
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO


terça-feira, 1 de abril de 2014

Caduceu

Bastão entrelaçado com duas serpentes, que na parte superior tem duas pequenas asas ou um elmo alado. Sua origem se explica racional e historicamente pela suposta intervenção de Mercúrio diante de duas serpentes que lutavam, as quais se enroscavam em seu bastão.  Os romanos utilizaram o caduceu como símbolo do equilíbrio moral e da boa conduta; o bastão expressa o poder; as duas serpentes, a sabedoria; as asas, a diligência; o elmo é emblemático de pensamentos elevados. O caduceu é na atualidade a insígnia do bispo católico ucraniano. Do ponto de vista dos elementos, o caduceu representa sua integração, correspondendo o bastão à terra, as asas, ao ar; as serpentes à água e ao fogo (movimento ondulante da onda e da chama). A antigüidade do símbolo é muito grande e encontra-se na Índia gravado nas lápides de pedra denominadas "nagakals", uma espécie de ex-votos que aparecem à entrada dos templos. Erich Zimmer deriva o caduceu da Mesopotâmia, onde o vê no desenho da taça sacrifical do rei Gudea de Lagash (2.600 a.C.). Apesar da longínqua data, o autor mencionado diz que o símbolo é provavelmente anterior, considerando os mesopotâmicos as duas serpentes entrelaçadas como símbolo do Deus que cura as enfermidades, sentido que passou à Grécia e aos emblemas de nossos dias. Do ponto de vista esotérico, a vara do caduceu corresponde ao eixo do mundo e suas serpentes aludem à força Kundalini que, segundo os ensinos tântricos, permanece adormecida e enroscada sobre si mesma na base da coluna vertebral (símbolo da faculdade evolutiva da energia pura).
Segundo Schneider, os dois S formados pelas serpentes correspondem à doença e à convalescença. Em realidade, o que define a essência do caduceu é menos a natureza e o sentido de seus elementos que sua composição. A organização por exata simetria bilateral, como a balança de Libra, ou na triunidade da heráldica (escudo entre dois suportes) expressa sempre a mesma idéia de equilíbrio ativo, de forças adversárias que se contrapõem para dar lugar a uma forma estática e superior. No caduceu, este caráter binário equilibrado é duplo: há serpentes e asas, pelo que ratifica esse estado supremo de força e autodomínio (e, conseqüentemente, de saúde) no plano inferior (serpentes, instintos) e no superior (asas, espírito). A Antigüidade, inclusive a grega, atribuiu poder mágico ao caduceu. Há lendas que se referem à transformação em ouro de tudo o que era tocado pelo caduceu de Mercúrio (observe-se a antecipação que a associação dos nomes determina, com respeito à alquimia) e a seu poder de atrair as almas dos mortos. Mesmo as trevas podiam ser convertidas em luz por virtude desse símbolo da força suprema cedida a seu mensageiro pelo pai dos deuses.

Pesquisa efetuada por: Luiz Carlos Vaini

Bibliografia: Juan-Eduardo Cirlot - Dicionário de Símbolos (Editora Moraes)

Fonte: http://www.cfc.org.br/conteudo.aspx?codMenu=86


Balanço Patrimonial

O Balanço Patrimonial (BP) é a demonstração contábil que exibe a atual situação patrimonial e financeira de uma entidade. O BP é separado em 3 categorias, são elas: Ativo (Lado Esquerdo), Passivo e Patrimônio Líquido (Lado Direito). Dentro destas categorias, são agrupados algumas subcategorias, como: Ativo Circulante, Ativo Não Circulante, Ativo Realizável a Longo Prazo, Ativo Imobilizado, Passivo Circulante e Passivo Não Circulante. O BP é uma demonstração contábil estática, demonstrando a situação da entidade em um determinado período. Os dois lados do BP, o Ativo e Passivo/Patrimônio Líquido devem estar sempre com o mesmo valor. 

Definição das Categorias que compõem o BP:


ATIVO: São os Bens, Direitos e as Demais aplicações financeiras que a entidade possui. As contas do Ativo são classificados pela sua liquidez, ou seja, a ordem das contas serão sempre da mais fácil de se transformar em dinheiro, a mais difícil.

PASSIVO: São as Obrigações da empresa, títulos comprados a prazo, financiamentos e empréstimos a curto prazo, recursos representados pelas obrigações para com terceiros. A ordem das contas do Passivo são classificadas pela sua exigibilidade (pela importância da obrigação).

PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Compreende os recursos próprios da entidade, como Capital Social, Reservas Legais, Lucros ou Prejuízos acumulados de exercícios anteriores. É a diferença positiva entre o Ativo e o Passivo de uma empresa.

Modelo de Balanço Patrimonial





segunda-feira, 31 de março de 2014

É isso ai!
Como o nome do Blog já diz, esse é um blog sobre Contabilidade, ou sobre a Ciência Contábil, então nada melhor para começar do que definindo essa tal ciência de números.

A Ciência Contábil, assim como todas as outras ciências, tem um objeto de estudo e um objetivo.
O objetivo da Contabilidade nada mais é do que informar seu usuário, seja ele, cliente de um escritório, o fisco, acionistas, estudantes etc. sobre a atual situação financeira de uma entidade.
O objeto de estudo é o Patrimônio, que a partir de registros contábeis pode ser informado a qualquer momento para quem desejar essa informação.

Por hoje é só, os próximos posts serão sobre as Demonstrações Contábeis, tentarei não esquecer nenhuma das mais importantes a serem estudadas nesse momento é claro.


Boa tarde!
Meu nome é Elder Migliorini, sou estudante de Ciências Contábeis, atualmente curso o 7º período. Criei esse blog para começar a postar minhas ideias, curiosidades, novidades e qualquer outra coisa relacionada a Contabilidade, Economia, Administração e etc.
Espero postar pelo menos 3 vezes por semana, mas quando possível estarei por aqui.
Obrigado.
Espero que gostem!